Cresceu sem dar problemas aos pais, foi aluno acima da média e irmão compreensivo. Não houve nada a apontar-lhe, mesmo quando chegou a adolescência e apareceram os fantasmas da solidão, Eduardo conseguiu mascarar o desconforto e as inquietudes com a sua aparente doçura, humanidade e alguma destreza social.
Quando entrou para a faculdade deixou a cidade no Ribatejo e foi viver para Lisboa, tendo deixado saudades e amor consumido para trás dos ombros, foi a sua primeira ligeireza no campo amoroso. Terminou o namoro com Vitória por quem poucos anos antes se tinha proposto a dar a vida, num momento de jorro poético que abalou a pobre da rapariga, que só naquela altura, mais precisamente naquela noite de Verão vislumbrou a farpa de lancinante amor que Eduardo tinha espetada no peito.
Namoraram, viram luares e ela conheceu o amor maiúsculo, pelo menos até ao dia em que Eduardo partiu para Lisboa, resolvido em viver mais e melhor, e também para se formar em arquitectura, coisa que nunca fez. Optou por viver de ideias que propunha a amigos que ia conhecendo. Dada a sua inteligência racional e emocional, Eduardo era o mentor de pequenos projectos que temporariamente aliciavam e uniam diferentes paixões. Partilhavam pensamentos e dinheiro suficiente para viverem uma cosmopolita vida simples, repartida por pequenos projectos de vida confortavelmente efémeros.
Já Vitória demorou uma vida inteira a tentar reorganizar o seu projecto.
Quando entrou para a faculdade deixou a cidade no Ribatejo e foi viver para Lisboa, tendo deixado saudades e amor consumido para trás dos ombros, foi a sua primeira ligeireza no campo amoroso. Terminou o namoro com Vitória por quem poucos anos antes se tinha proposto a dar a vida, num momento de jorro poético que abalou a pobre da rapariga, que só naquela altura, mais precisamente naquela noite de Verão vislumbrou a farpa de lancinante amor que Eduardo tinha espetada no peito.
Namoraram, viram luares e ela conheceu o amor maiúsculo, pelo menos até ao dia em que Eduardo partiu para Lisboa, resolvido em viver mais e melhor, e também para se formar em arquitectura, coisa que nunca fez. Optou por viver de ideias que propunha a amigos que ia conhecendo. Dada a sua inteligência racional e emocional, Eduardo era o mentor de pequenos projectos que temporariamente aliciavam e uniam diferentes paixões. Partilhavam pensamentos e dinheiro suficiente para viverem uma cosmopolita vida simples, repartida por pequenos projectos de vida confortavelmente efémeros.
Já Vitória demorou uma vida inteira a tentar reorganizar o seu projecto.