13/07/09

Do costume

Vivo uma relação de amor-ódio com os assuntos do quotidiano. Delicio-me com o seu conforto, com a frugalidade e o tempo, pois o costume abre espaço à vista e ao pensamento. Tanto quanto me enfado com a sua cadência, com o peso desse enorme tédio. A zona de conforto está no meio. É saber que a rotina não teria interesse nenhum se não a pudéssemos ludibriar, se não fosse possível fazer um desvio no caminho para o trabalho e mudar a paisagem de uma segunda-feira.