28/05/10

Metro

Hoje estava parada na plataforma do metro (da cidade universitária) a olhar pela infinita vez para a frase do Cesário Verde “Se eu não morresse nunca! e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!” e pensei: faltam citações, faltam desabafos, faltam devaneios poéticos, falta efervescência mental, falta Cesário, faltam pensamentos seguidos por pontos de exclamação - esse inestético e incompreendido sinal, mas o único com competência para arrebatar a atenção de um transeunte.
No fundo faltam frases bold às paredes do nosso quotidiano!