O homem tinha as suas ideias devidamente estruturadas. Organizadas mentalmente em ficheiros. Viajava todos os dias com elas, trabalhando-as até sentir que obtinham a consistência certa, e cada palavra, a vida própria. Neste ponto, arregaçava as mangas e sentava-se ao computador. Se algum texto saía desconexo ou as folhas em branco, dizia com frequência, foi culpa da máquina, um erro de impressão.